quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Mãe de bebê entregue por creche com marcas de mordida relata susto ao ver filho

A mãe do menino de 1 ano e 5 meses que registrou boletim de ocorrência por lesão corporal, após o filho voltar machucado de uma creche de Severínia (SP), diz que se assustou ao ver que a criança tinha ao menos 15 marcas de mordidas pelas costas, orelhas, barriga e rosto.

A mãe procurou a delegacia da cidade para denunciar o caso na manhã desta quarta-feira (20). Quatro funcionárias da unidade de ensino foram afastadas temporariamente do cargo, e a Polícia Civil informou que abrirá inquérito para investigar a denúncia.

A mãe afirma que recebeu um telefonema da creche, local que o menino frequentava há oito meses, dizendo que o filho estava machucado porque uma criança o mordeu. Ela conta que trabalha em Olímpia (SP), cidade vizinha a Severínia, e por isso pediu para que a irmã fosse buscá-lo.


“Eu não conseguia nem imaginar o que era. Quando minha irmã me mandou fotos, eu fiquei sem perna. Queria ver meu filho, queria ele do meu lado. Não me conformo. Estou chocada com a escola. Inexplicável”, disse a mãe.

A tia da criança alega que as funcionárias da creche não souberam explicar o que aconteceu com o menino. Elas apenas disseram que o bebê estava no berçário com outras duas crianças.

“Eu não tive nem reação. Assim que eu o vi, não acreditei, parecia que tinha sido espancado. O rosto dele estava inteiro inchado. Quem falou comigo foi somente a secretária de Educação, mas não teve explicação alguma”, contou a tia.

Por telefone, a secretaria de Educação informou à TV TEM que oito monitoras trabalham na creche e que quatro estavam na hora em que o menino foi mordido.

Ela também disse que as professoras estavam transferindo as crianças do berçário pra uma outra sala, quando o menino teria sido atacado por uma das duas crianças que estavam com ele, sem que elas percebessem.

A mãe diz querer uma explicação sobre o que aconteceu com o filho e pede que as funcionárias sejam responsabilizadas por não terem evitado a situação.

“Eu quero que seja esclarecido. Quero imagens de câmeras e tudo. Não me conformo até agora por saber que tinham monitoras no momento e que não ouviram o choro. Não culpo as crianças que fizeram isso, porque são inocentes, mas as funcionárias terão de pagar”, disse a mãe.

(G1)

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