domingo, 1 de março de 2020

Luxemburgo se torna o primeiro país a oferecer transporte público gratuito

Luxemburgo, no centro da Europa, é o primeiro país do mundo a oferecer transporte público gratuito para a população Foto: Jean-Christophe Verhaegen / AFPPARIS — A população de Luxemburgo, país europeu entre Alemanha, Bélgica e França, poderá pegar ônibus ou trens a partir deste sábado sem precisar abrir a carteira, já que este pequeno país no centro do continente se tornou a primeira nação do mundo a oferecer transporte público gratuito.

Algumas cidades do mundo já implementaram parcialmente sistemas livres (em determinados momentos ou para certos meios de transporte), mas pela primeira vez na História a medida se aplica a um país inteiro, de acordo com o Ministério da Mobilidade do Luxemburgo.


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A gratificação, reivindicada como "uma importante medida social", beneficiará 40% da população do Grão-Ducado, que usam transporte público e economizarão cerca de 100 euros por ano.

A medida também visa reduzir os engarrafamentos, principalmente porque o automóvel individual é o meio de transporte mais utilizado no país, respondendo por 47% do deslocamento para trabalho e 71% para lazer, de acordo com pesquisa do instituto TNS Ilres referente a 2018.

Luxemburgo tem cerca de 610 mil habitantes, e seu tamanho é equivalente a um oitavo de El Salvador, na América Central. O país é conhecido por seus congestionamentos no centro da capital, onde a construção do bonde está em andamento há anos.

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A primeira rota do bonde está em operação desde o final de 2017. Atualmente, 32% dos deslocamentos para o trabalho são feitos de ônibus, enquanto o trem é utilizado por 19%.

— Acho que vou pegar o transporte público com mais frequência — diz Xavier Desurmont, natural do país europeu, que ocasionalmente vai trabalhar de trem, chegando à estação central em menos de 15 minutos.

Ele teme, no entanto, que a medida não reduza o tráfego rodoviário na cidade.

— Haverá menos bicicletas e menos pedestres, pois, para muitos, uma forma de evitar pagar a passagem foi partir para o esporte, pedalando ou caminhando — diz ele.

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A receita gerada pela venda de passagens e passes chega a 41 milhões de euros por ano, o que representa 8% do custo anual do transporte público. Agora, ele será financiado por impostos, segundo as autoridades.

O governo de Luxemburgo planeja reorganizar sua rede de ônibus regionais até 2021, a fim de torná-la a mais eficaz da Europa, de acordo com seu ministro da Mobilidade, o ambientalista François Bausch.

— O investimento sistemático e contínuo é uma condição essencial para promover a atratividade do transporte público — acrescentou o ministro, membro da coalizão de liberais, socialistas e ambientalistas.(O Globo)

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