domingo, 14 de junho de 2020

Bahia completa três meses sem jogos e amarga maior seca desde 2005


Há três meses Roger Machado não sabe o que é comandar um treino no Bahia (Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia)
O torcedor do Bahia está morrendo de saudade de ver o tricolor em ação. Não é para menos. Neste domingo (14), o Esquadrão completa três meses desde a última vez em que entrou em campo.

A vitória por 2×0 sobre o América-RN, no dia 14 de março, na Arena das Dunas, pela Copa do Nordeste, foi a última da equipe antes da paralisação das competições por conta da pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, Élber e Juninho Capixaba marcaram os gols do triunfo.

Esse período sem jogos já é o maior na história recente do Bahia. Desde a metade dos anos 2000 o tricolor não havia ficado três meses sem disputar nenhum tipo de partida, seja amistoso ou jogo-treino.

O clube já até amargou uma seca maior de jogos oficiais. Entre setembro de 2005 e janeiro de 2006, ficou praticamente quatro meses sem disputar nenhuma competição.

Naquele momento, o Esquadrão havia sido derrotado para o Paulista por 3×2, no dia 10 de setembro de 2005, pela última rodada da primeira fase da Série B, em duelo que sentenciou o rebaixamento à Série C do Brasileirão.

Como a fórmula de disputa da Série B daquele ano ainda não era o de pontos corridos e o tricolor não conseguiu se classificar para a fase final, o clube teve que esperar até o dia 8 de janeiro do ano seguinte para estrear no Campeonato Baiano, diante do Itabuna, fora de casa.

A diferença para agora é que, naquele período, o Bahia iniciou ainda em 2005 a pré-temporada para 2006 e, no intervalo de tempo sem partidas oficiais, disputou três amistosos. Sob o comando do então técnico Luiz Carlos Cruz, o Esquadrão empatou sem gols com a seleção de Euclides da Cunha, e venceu os duelos diante de Camaçari (2×0) e Catuense (3×1).

Por conta da pandemia, restrições e orientações de isolamento social, o elenco do Bahia tem treinado de forma individualizada, cada um na sua casa, sob a monitoria do clube. Por isso, nem mesmo coletivos foram realizados desde que o clube suspendeu as atividades na Cidade Tricolor.

Até a pausa no calendário, o Bahia havia disputado 17 partidas entre o time principal e a equipe de aspirantes, que estava focada só no Campeonato Baiano, com 10 vitórias, cinco empates e duas derrotas.

Na espera
Ainda não existe uma definição de quando o Bahia vai voltar a disputar partidas. Nas últimas semanas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até divulgou um guia médico com orientações e fases para a retomada do futebol, mas esse retorno vai depender da situação do surto do coronavírus em cada cidade e região.

O que parece cada vez mais próximo da volta são os treinos presenciais. Na última quarta-feira, o Bahia montou estrutura no CT e iniciou os testes para covid-19 em jogadores e outros membros do departamento de futebol.

O Esquadrão vem conversando com as prefeituras de Camaçari e Dias D’Ávila, local que o centro de treinamento está localizado, além das autoridades de Salvador, e aguarda a liberação para trabalhar. O clube, contudo, entende o momento de crise e trata o assunto com cautela.

O certo é que quando a bola voltar a rolar, os jogadores vão encontrar um cenário diferente do que deixaram antes do início da pandemia. Com o fim do time sub-23, alguns nomes como os volantes Edson e Ramon, o goleiro Matheus Claus, e os atacantes Gustavo e Saldanha vão ser incorporados ao elenco comandado por Roger Machado.

Existe a iminência também de saídas. Arthur Caíke, por exemplo, tem contrato de empréstimo se encerrando no final de junho e dificilmente vai seguir. Já o volante Gregore é cobiçado no mercado e pode ser negociado para aliviar os cofres. A mesma situação vive o garoto Ramires, em fase final de empréstimo ao Basel, da Suíça.

Além disso, a tendência é a de que os atletas enfrentem uma verdadeira maratona de jogos. O Campeonato Brasileiro, que deveria ter sido iniciado em maio, não tem data para acontecer. É preciso ainda definir disputas de outros torneios que não estão finalizados, como a Copa do Nordeste e o Campeonato Baiano. (Correio)

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