sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Brasil enviará avião com ajuda humanitária ao Líbano

Após declarar que o Brasil “está solidário” ao Líbano devido às explosões que deixaram 137 mortos e mais de 5 mil feridos em Beirute, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ajuda humanitária ao país do Oriente Médio.

Em evento no Ministério de Minas e Energia (MME), o presidente contou que conversou pela manhã com o embaixador do Líbano no Brasil, Joseph Sayah.

A “ajuda concreta” citada por Bolsonaro será em forma de alimentos e remédio a serem transportados em um avião da Força Aérea Brasileira.

O avião viajará com alimentos não perecíveis, insumos médico-hospitalares e material de construção para o Líbano nos próximos dias, segundo Rubens Hannun, presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. A operação deverá ser coordenada pelo governo brasileiro.

“Esse tipo de ajuda é essencial para o atendimento aos feridos na tragédia que aconteceu em Beirute e na reconstrução das estruturas danificadas”, diz Hannun.

Solidariedade

O Brasil tem a maior comunidade libanesa fora do Líbano, que vive principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu.

São 12 milhões de libaneses no Brasil e 4,5 milhões no Líbano. Mais de 12 mil brasileiros vivem no Líbano.

Na terça-feira (04), o presidente usou sua conta no Twitter para publicar mensagem de solidariedade ao povo libanês.

“Profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”, escreveu Bolsonaro.

O Brasil está solidário, manifestamos nossos sentimentos ao povo libanês. E estaremos presente nessa ajuda para o povo que tem milhões dos seus dentro do nosso país”, afirmou o presidente.

Números macabros

Até esta quinta-feira (06), os feridos já passam de 5.000 e há pelo menos 137 mortos. Familiares de pessoas que desapareceram após as explosões procuram seus parentes em meio aos escombros.

140 mortos (Até 11h da quinta-feira, 06)

Mais de 5000 feridos

Cerca de 300.000 casas seriamente danificadas

Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas

Milagres de desabrigados e deslocados internamente

Três hospitais foram completamente destruídos e outros dois sofreram danos.

(Guiame)

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